Domingo, 27 de Julho de 2008

A MEMÓRIA

        

Heidegger-

 ( um dos meus existencialistas ateus preferidos, tal como Sartre )

 Transcrição, de algum lado, na Internet......

   1- A angústia tem, no pensamento de Heidegger, origem diversa da liberdade. Para ele a angústia resulta da  precariedade da base da existência humana. A "existência" do homem é algo temporário, paira entre o seu nascimento e a morte que ele não pode evitar. A sua vida está entre o passado (nas suas experiências) e o futuro, sobre o qual ele não tem controle, e onde seu projecto será sempre incompleto diante da morte inevitável.

  2- Como uma filosofia do tempo, o existencialismo exorta o homem a existir inteiramente "aqui" e "agora", para aceitar sua intensa "realidade humana" do momento presente. O passado representa arquivos de experiências a serem usadas no serviço do presente, e o futuro não é outra coisa que visões e ilusões para dar ao nosso presente direcção e propósito.

  3- Portanto, no homem, o ser está relacionado ao tempo e estado dado, - existe -, em três fenómenos, três "existenciais" que caracterizadas como as coisas do passado, do presente e do futuro se manifestem para o homem, e a unidade desses três fenómenos constitui a estrutura temporal que faz a existência inteligível, compreensível. São elas a afectividade, com que se liga ao passado pelo seu julgamento; a fala, com que se liga ao presente, e o entendimento, que é a inteligência com que lida com o seu futuro, com a angústia de sua predestinação à morte. Não podemos submeter - nos  a condicionamentos de nosso passado; não podemos permitir que sentimentos, memórias, ou hábitos se imponham sobre nosso presente e determinem seu conteúdo e qualidade. Nós também não podemos permitir que a ansiedade sobre os eventos futuros ocupem nosso presente, tirem sua espontaneidade e intensidade. Não podemos permitir que o nosso "aqui e agora" seja liquidado

 Em itálico, as minhas considerações pessoais

   Este resumo de Heidegger, é para mim importante porque liga de certo modo o fenómeno do tempo á psique humana. Na parte acima sublinhada, reconhecemos, na nossa opinião, a importância excepcional de algo que vulgarmente chamamos MEMÓRIA, (referida no texto como arquivo de experiências), na nossa noção de tempo e nosso comportamento face a esse "eventual “ fenómeno. Mas perguntamos a nós mesmos se muito do que  nós somos não é formado pelas nossas memórias? E como podemos viver o presente, sem ser afectados por essas experiências passadas? Será possível? Não, com certeza, porque como qualquer animal, estamos condicionados por experiências passadas. Não sou ninguém, mas considero a proposta de Heidegger para uma vida plena, apenas possível a indivíduos fora da normalidade.....mas tal não interfere com a plena “razão de raciocínio” deste filósofo.       Todavia, pergunto aos leitores: pensam que podem viver o presente sem qualquer influência, mesmo que inconsciente do vosso passado????

 

publicado por mochovelho às 21:57
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